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    Lula demite comandante do exército por ser ‘muito alinhado com o governo anterior’ e coloca nome de Alexandre de Moraes

    O presidente Lula (PT) telefonou para o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, bem cedo neste sábado (21). Eram pouco mais de 6h da manhã e decidiu que o melhor a ser feito seria demitir o comandante do Exército, o general Júlio César de Arruda, de 62 anos.

    Lula e o ministro da defesa decidiram que uma atitude mais imediata deveria ser tomada por causa de uma resistência enxergada no comportamento do general Arruda.

    O principal motivo da saída do general, que será substituído pelo comandante militar do Sudeste, Tomás Miguel Ribeiro Paiva, também de 62 anos, foi a resistência dele a respeito de evitar promover alguns oficiais considerados muito alinhados com o governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL).

    O principal caso é o do tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, que foi ajudante de ordens de Bolsonaro e já havia sido selecionado para chefiar o 1º Batalhão de Ações de Comando em Goiânia (GO), a partir de fevereiro de 2023.

    O novo comandante do Exército, general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, que discursou em defesa da hierarquia e do respeito às eleições nesta semana, era o nome favorito do ministro Alexandre de Moraes para comandar o Exército.

    “Ser militar é ser profissional, respeitar a hierarquia e a disciplina. É ser coeso, íntegro, ter espírito de corpo e defender a pátria. É ser uma instituição de Estado, apolítica e apartidária. Não interessa quem está no comando, a gente vai cumprir a missão do mesmo jeito”, defendeu Paiva, em discurso à tropa na sexta-feira.

    O novo comandante do Exército disse que é papel dos militares defenderam a democracia, e que o regime político pressupõe “liberdade, garantias individuais, políticas e públicas”.

    “Também é o regime do povo. Alternância de poder. É o voto, e quando a gente vota, tem que respeitar o resultado da urna. Não interessa. Tem que respeitar. É essa a convicção que a gente tem que ter, mesmo que a gente não goste. Nem sempre a gente gosta, nem sempre é o que a gente queria. Não interessa. Esse é o papel da instituição de Estado, da instituição que respeita os valores da pátria. Somos Estado”, afirmou.

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